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Segunda-feira, 23 de setembro de 2019

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Justiça mantém prisão de Paccola, acusado de falsificar registro de arma

Da Redação - Arthur Santos da Silva

09 Set 2019 - 17:53

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Justiça mantém prisão de Paccola, acusado de falsificar registro de arma
O juiz João Bosco Costa Soares, responsável pelas audiências de custódia realizadas nesta segunda-feira (9), em Cuiabá, manteve a prisão preventiva decretada contra o tenente-coronel Marcos Eduardo Ticianel Paccola. O caso está em segredo de Justiça.

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Investigações realizadas pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e Promotoria Militar comprovam que, no final da tarde do dia 21 de agosto, data em que a Operação Coverage foi deflagrada, Paccola, preso no início da noite deste domingo (8), voltou a acessar o Sistema de Registro de Gerenciamento de Armas de Fogo da Superintendência de Apoio Logístico e Patrimônio da Polícia Militar (PM).
 
Na Coverage, cinco oficiais da Polícia Militar foram denunciados pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso pelos crimes de organização criminosa, embaraço de investigação em três inquéritos, falsidade ideológica, fraude processual e inserção de dados falsos em sistema de informações.
 
Além da condenação pelos crimes praticados, o Ministério Público requereu que, ao final da ação penal, seja decretada a perda definitiva do cargo público dos cinco réus.

Consta na denúncia, que os oficiais militares utilizaram-se de seus cargos e funções de relevância para fomentar esquema criminoso voltado à adulteração de registros de armas de fogo, mediante falsificação documental e inserção de dados falsos em sistema informatizado da Superintendência de Apoio Logístico e Patrimônio da Polícia Militar.

Uma das armas de fogo que teve o registro adulterado, adquirida por um dos denunciados, segundo o Ministério Público, teve como objetivo ocultar a autoria de sete crimes de homicídios, sendo quatro tentados e três consumados, ocorridos entre os anos de 2015 e 2016, praticados pelo grupo criminoso conhecido como “Mercenários”.

Os promotores de Justiça também apresentam a correlação das ações ilícitas dos denunciados com as investigações da operação “Assepsia”, a partir da análise dos dados extraídos do aparelho celular do 2º TEN PM Cleber de Souza Ferreira, apreendido durante o cumprimento de buscas e apreensões realizadas no âmbito da referida operação.

Segundo o MPE, em uma das conversas por whatsApp do 2º TEN com a sua namorada, ele manifesta preocupação em resolver duas ocorrências relacionadas à apreensão de uma arma e de 86 celulares apreendidos e escondidos em um freezer localizado no interior da Penitenciária Central do Estado.

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