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Domingo, 15 de dezembro de 2019

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Tribunal revoga cautelar de Mauro Savi, mas mantém proibição de sair do país

Da Redação - Arthur Santos da Silva

14 Ago 2019 - 09:30

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Tribunal revoga cautelar de Mauro Savi, mas mantém proibição de sair do país
O desembargador José Zuquim Nogueira, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), acatou em parte pedido para revogar medidas cautelares do ex-deputado estadual Mauro Savi, denunciado em processo proveniente da Operação Bereré, por fraudes no Departamento Estadual de Trânsito. O ex-parlamentar não precisa se recolher em casa duarante o período noturno, porém, estão mantidas a proibição de se ausentar do país e a necessidade de comparecimento em todos os atos processuais.
 
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A decisão é datada de segunda-feira (14). Mauro Savi chegou a ser preso durante a operação. Em momento posterior, teve a detenção substituída por medidas cautelares, entre elas o recolhimento noturno. 
 
No caso, mais de 50 pessoas são acusadas de cobrar propina em troca da manutenção no Detran do contrato de concessão e execução das atividades de registros dos contratos de financiamentos de veículos com cláusula de alienação fiduciária, de arrendamento mercantil e de compra e venda com reserva de domínio ou de penhor.     
 
Na ocasião, para obter êxito, a empresa supostamente favorecida se comprometeu a repassar parte dos valores recebidos com os contratos para pagamento de campanhas eleitorais. Estima-se que foram pagos cerca de R$ 30 milhões em propina.      
 
Além de Mauro Savi, foram presos durante a operação o ex-secretário de Casa Civil, Paulo Taques, o irmão de Paulo, advogado Pedro Jorge Zamar Taques e os empresários Roque Anildo Reinheimer, José Kobori e Claudemir Pereira dos Santos. Todos já estão em liberdade.     
 
Entre os denunciados estão deputados estaduais, o ex-governador Silval Barbosa, seu chefe de gabinete, Sílvio Cézar Corrêa Araújo, o ex-deputado federal Pedro Henry, e o ex-presidente do Detran, Teodoro Moreira Lopes, o Dóia, que também é delator do esquema.

2 comentários

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  • joaoderondonopolis
    15 Ago 2019 às 13:10

    Esta pena é branda demais. Por isso que os crimes não diminuem, esta decisão é um estímulo aos miliantes cometerem mais crimes.

  • José
    14 Ago 2019 às 10:43

    Por essas e por outras é que a corrupção não acabará nunca no Brasil, ninguém é punido. Parabéns ao juiz ao proibir que o Tio Mauro se ausente do país, se ausentar porque?

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