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Quarta-feira, 21 de agosto de 2019

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Justiça admite vídeo de suposta confissão como prova em ação contra Avallone por compra de voto

Da Redação - Arthur Santos da Silva

13 Ago 2019 - 14:10

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Justiça admite vídeo de suposta confissão como prova em ação contra Avallone por compra de voto
O deputado estadual Carlos Avallone (PSDB) recorreu ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) contra decisão que admitiu um vídeo como prova em representação que pode cassar seu mandato.
 
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Conforme informações da representação, no dia 4 de outubro de 2018, antes do pleito eleitoral, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu no município de Poconé (100 km de Cuiabá) um veículo com três suspeitos portando R$ 89,9 mil em dinheiro, além de vários santinhos de Avallone, então candidato.

O vídeo alvo do recurso de Carlos Avallone foi juntado aos autos em audiência ocorrida no dia 8 de agosto, ocasião em que ocorreu a oitiva de um policial. Somente na audiência houve comunicação sobre a existência da gravação.
 
Durante o depoimento prestado pela testemunha, fora feita referência a vídeo gravado por outro policial, em que um dos ocupantes do carro abordado pela PRF, com o montante de R$ 89,9 mil, poucos momentos após a abordagem, declara que houve a prática do crime eleitoral.
 
O Ministério Público, na figura de seu representante presente, solicitou então a admissão como prova nos autos do referido vídeo. O juízo concluiu pelo deferimento do pedido de admissão da gravação como prova.
 
No recurso contra o vídeo, ainda carente de julgamento, o deputado estadual afirma que a prova foi colhida sem autorização judicial e sem contraditório. “Ora, considerando as circunstâncias em que o vídeo foi gravado – à noite, em meio à rodovia vazia, estando o PRF armado e a sós com o Sr. Dener, há de se, ao menos, cogitar da ocorrência de coação moral”, diz trecho.
 
“Diante de todo o exposto, confia o agravante no provimento deste agravo interno, a fim de que seja reformada a decisão agravada, para que seja determinado o desentranhamento do vídeo juntado aos autos, em decorrência da audiência de instrução, haja vista o seu conteúdo ser ilegal, imprestável, e cuja juntada foi requerida intempestivamente, apesar de já ser de anterior conhecimento das partes”.
 
O recurso de Avalone será julgado pela juíza Vanessa Curti Perenha Gasques.

5 comentários

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  • Marcos Paulo
    14 Ago 2019 às 00:58

    Esse aí com irmão dele já era pra estar na cadeia desde a época do PAC..usa mandato para direcionar obras para construtora fratelo do irmão.qualquer coisinha desse avaliar tem que ser motivo de botar ele na cadeia.da risada dos juízes que não prendem ele.uma hora ele cai com.um juiz honesto que não recebe propina..Aí eu quero ver!!!

  • Maria do Carmo
    14 Ago 2019 às 00:12

    Tinha um cidadão na campanha do Avallone que muita gente conhece como “filho do Erai” que é o Rei da compra de voto no MT.

  • Felipe
    13 Ago 2019 às 22:28

    Será que ação contra o deputado também vai sair de forma célere igual foi da senadora Selma Arruda ? 3 meses já estava cassada!!!

  • Pedro
    13 Ago 2019 às 17:19

    E aqueles vídeos do deputados botando dinheiro na bolsa e no paletó????

  • Efa Forte
    13 Ago 2019 às 15:04

    Esse tem muito dinheiro, e com certeza não dará nada. Isso é o Brasil. Esse é o Mato Grosso.

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