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Domingo, 15 de dezembro de 2019

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Zem cita ruptura familiar e recorre contra cautelar que o impede de morar com Arcanjo

Da Redação - Arthur Santos da Silva

12 Ago 2019 - 16:08

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Zem cita ruptura familiar e recorre contra cautelar que o impede de morar com Arcanjo
Giovanni Zem Rodrigues, genro do bicheiro João Arcanjo Ribeiro, recorreu contra cautelar que o impede de manter contato com outros réus em processo da Operação Mantus, contra o Jogo do Bicho em Mato Grosso. Zem, que conseguiu liberdade no dia sete de agosto, argumenta que reside na mesma casa do sogro, no bairro Boa Esperança, em Cuiabá. Arcanjo segue preso por força do mesmo processo, mas segue esperando liminar favorável.

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“O paciente Giovanni Zem Rodrigues apresentou embargos de declaração, com efeitos modificativos, alegando omissão, haja vista que o Tribunal de Justiça deixou de observar a peculiar situação do beneficiário, que reside no mesmo imóvel do seu sogro, João Arcanjo Ribeiro, investigado nos mesmos autos. Desta forma, a cautelar que impeça ambos de residirem no mesmo local, sendo de absurda desproporcionalidade e ruptura familiar”.
 
Para decidir sobre o embargos de declaração, o desembargador Rui Ramos, relator do caso no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), solicitou nesta segunda-feira (12) que o Ministério Público emita parecer.
 
Ainda nesta segunda, Ramos decidiu por manter a prisão do bicheiro João Arcanjo. O desembargador considerou a "longa ficha de antecedentes criminais", inclusive o atual cumprimento de penas em regime semiaberto.
 
O caso

O Ministério Público de Mato Grosso, por meio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), ofereceu denúncia relacionada à operação Mantus, contra integrantes da organização Colibri, por crimes relacionados ao Jogo do Bicho.

Foram alvos 14 pessoas, entre elas João Arcanjo Ribeiro e seu genro, Giovanni Zem Rodrigues. Eles respondem pelos crimes de organização criminosa, contravenção penal do jogo do bicho, extorsão, extorsão mediante sequestro e lavagem de dinheiro.
 
Além dos dois, apontados como líderes da organização Colibri, também foram denunciados Noroel Braz da Costa Filho, Mariano Oliveira da Silva, Adelmar Ferreira Lopes, Sebastião Francisco da Silva, Marcelo Gomes Honorato, Agnaldo Gomes de Azevedo, Paulo César Martins, Breno César Martins, Bruno César Aristides Martins, Augusto Matias Cruz, José Carlos de Freitas, vulgo “Freitas”, e Valcenir Nunes Inerio, vulgo “Bateco”.

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