Olhar Jurídico

Domingo, 15 de dezembro de 2019

Notícias / Geral

Juiz reafirma respeito ao MP e diz que qualquer cidadão que atuou na Grampolândia deve ser preso

Da Redação - Arthur Santos da Silva

09 Ago 2019 - 14:40

Foto: Tony Ribeiro

Juiz reafirma respeito ao MP e diz que qualquer cidadão que atuou na Grampolândia deve ser preso
Presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM), o juiz Tiago Abreu remediou nesta sexta-feira (9), por meio de nota, a afirmação sobre a possibilidade  da “primeira prisão em massa de promotores” no estado.

Leia também 
AMMP classifica suposto áudio de juiz como ‘inaceitável ultraje’ e repudia possíveis prisões à margem da ética

 
Segundo o representante da classe, as declarações sobre possíveis detenções se referem a qualquer cidadão. “Desde que, óbvio, comprovada a sua participação”, salientou.
 
Segundo informação divulgada pelo Correio Braziliense, áudio do presidente da AMAM  que apontou futuras prisões se referiu aos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) acusados de participarem no esquema de interceptação telefônica ilegal conhecido como Grampolândia Pantaneira. 

Ainda na nota, a AMAM reiterou o respeito ao Ministério Público e o trabalho do Gaeco,"que muito já contribuiu no combate ao crime organizado".

Confira a nota:

A Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM) vem a público esclarecer que as declarações dadas pelo presidente da entidade, juiz Tiago Abreu, sobre possíveis prisões se referem a qualquer cidadão envolvido no escândalo conhecido como “Grampolândia Pantaneira”. Desde que, óbvio, comprovada a sua participação.

O magistrado tem reiterado tal observação todas as vezes em que é questionado sobre o caso, o que se torna, portanto, uma declaração pública, sem quaisquer intenções outras que não a de analisar qual seria a postura comum do Poder Judiciário.

Em entrevista concedida esta semana a uma emissora de rádio da Capital, o juiz Tiago Abreu chegou a comentar o caso, afirmando: “se ficar constatada esta intempérie acredito que teremos muitas prisões e isto irá despertar uma reorganização, uma restruturação de todo o aparato que hoje é montado com a finalidade de desbaratar o crime organizado”.

O magistrado defendeu a postura do Poder Judiciário na condução do processo e acredita que, comprovando-se tudo que vem sendo falado até o momento nas audiências pelos envolvidos no caso em questão, este será um dos maiores atentados à democracia dentro do Estado Democrático de Direito desde a sua redemocratização.

O presidente da entidade ainda faz questão de parabenizar a atuação dos magistrados envolvidos nos processos da “Grampolândia Pantaneira”, que conduzem as ações de maneira célere e respeitando todas as normas processuais.

A AMAM reitera o respeito ao Ministério Público e o trabalho do Gaeco, que muito já contribuiu no combate ao crime organizado, e reconhece o importante trabalho realizado por seus membros ao longo dos anos junto a sociedade mato-grossense.

A entidade reforça que está vigilante na defesa e manutenção do respeito ao Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso.

7 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Olhar Jurídico. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Olhar Jurídico poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • CIDADÃO ATENTO
    10 Ago 2019 às 16:11

    Cadê o CNMP? Não serve para nada? Delações contra membros do MP não valem? Contra o cidadão comum valem, e muito. Doa em quem doer, o que ocorreu é de um absurdo incomensurável. Aniquilaram a privacidade dos cidadãos mato-grossenses, rasgaram a Constituição da República. Agiram à margem da lei e isso é INADMISSÍVEL. Temos o direito constitucional à nossa privacidade, que agente público algum pode violar impunemente. Quem tiver envolvimento que seja exemplarmente punido. E está evidente que não foram somente os militares réus os envolvidos nessa tramoia inominável.

  • Cláudia
    10 Ago 2019 às 10:22

    Que estória que essa porque é promotor é intocável,é honesto ad infinitum,está acima da lei,os delatores são criminosos,não servem como provas,para o cidadão comum tudo vale,inclusive prisão ilegal,constrangimentos,abuso de autoridade,ora bolas...os indícios são fortes e as investigações têm que chegar nos culpados porque à conta vai chegar para o contribuinte na forma de indenizações aos atingidos pelos grampos ilegais pagas pelo Estado e são milhares!!!

  • José
    10 Ago 2019 às 09:08

    Quem falou que existia um sistema de corrupção generalizada em todos os poderes do Estado de mato grosso não foi o juiz foi o ministro Luiz Fux quando na delação premiada do ilustre sival Barbosa que declarou como monstruosa

  • Pensador
    10 Ago 2019 às 08:13

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • José
    09 Ago 2019 às 20:54

    O juiz tá certo quem falou que existia um sistema de corrupção generalizada em todos os poderes de mato grosso foi o ministro Luiz Fux quando disse que a delação de sival Barbosa era monstruosa

  • Pedro
    09 Ago 2019 às 17:44

    Acho um absurdo o Ministério público tentando encobrir o mau feito de seus membros. Eles gostam tanto de pedir a prisão dos cidadãos, mas quando é dos seus, ficam com esse jogo de bravatas! Só falta aquele Paulo Prado aparecer gritando de novo, como ocorreu no caso dos precatórios que eles receberam antes do resto da população!

  • Carla
    09 Ago 2019 às 15:44

    Se a AMAM está vigilante na defesa e manutenção do respeito ao Poder Judiciário, deveria investigar os promotores ou CPI pela assembléia, uma vez que promotor investigando promotor é óbvio que não dará em NADA.

Sitevip Internet