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Quarta-feira, 21 de agosto de 2019

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Juiz condena faculdade a indenizar professora em R$ 389 mil por humilhações e demissão injusta

Da Redação - Vinicius Mendes

10 Mai 2019 - 09:53

Foto: Ilustração / Reprodução

Juiz condena faculdade a indenizar professora  em R$ 389 mil por humilhações e demissão injusta
O juiz do trabalho substituto Alex Fabiano de Souza, da 3ª Vara do Trabalho de Várzea Grande, condenou a Faculdade de Cuiabá (Fauc), Faculdades Integradas Desembargador Sávio Brandão (Fausb), Faculdade Aum e Faculdade Cândido Rondon (FCR), todas do mesmo grupo econômico, a indenizar em R$ 389.171,43 uma professora que se disse humilhada, demitida injustamente e que tem valores a receber.
 
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A ex-funcionária entrou com uma ação contra as faculdades pedindo a rescisão indireta do contrato de trabalho, o pagamento de verbas rescisórias, diferenças salariais, indenização por danos materiais e morais, horas extras, liberação do FGTS com multa e entrega das guias para habilitação no seguro-desemprego.
 
Ela alegou ter sido vítima de perseguição por parte da diretoria administrativa e que isso prejudicou sua saúde. Ela agora sofre de lombociatalgia (nevralgia ciática associada a dores lombares), e também de depressão grave.
 
O juiz analisou os vários pedidos da vítima, indeferindo alguns e identificando 15 pagamentos, entre indenizaçõs e valores devidos, que o grupo econômico deve fazer à ex-funcionária, totalizando a quantia de R$ 389.171,43.
 
A requerente alegou que, durante o vínculo empregatício, pelo terror psicológico sofrido, foi acometida de doença ocupacional denominada Síndrome de Burnout. O juiz entendeu que o laudo pericial constatou o nexo causal direto entre os eventos e condenou o grupo a indenizá-la.
 
A professora também relatou diversos pagamentos que não foram feitos e diferenças salariais não quitadas, pedindo também indenização por danos morais por causa de um cheque que recebeu da empresa, que retornou.
 
O juiz verificou que de fato a empresa deve alguns pagamentos à ex-funcionária, que a demissão foi culpa da empresa e entendeu que ficou comprovada a humilhação que ela sofreu, resultando em problemas de saúde. Ele então condenou o grupo econômico das faculdades a indenizar a requerente.

11 comentários

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  • Joao Cuiabano
    11 Mai 2019 às 01:21

    Até os alunos sofrem com essa mulher. Triste.

  • Fernanda Arruda
    10 Mai 2019 às 22:02

    Cabe recurso. Hoje em dia todo mundo tem depressão e não ganha indenização...

  • Borba Silva
    10 Mai 2019 às 16:33

    Estou com depressão por ler esses comentários. Vou processar estado de Mato Grosso em 387. mil. Virou moda. Enriquecimento ilícito.

  • Douglas
    10 Mai 2019 às 15:50

    Fui aluno em uma das instituições. A pessoa que se identificava como dona demonstrava um descontrole total. Sinto que a mesma não tem o mínimo de preparo para lidar com outros profissionais ou estudantes.

  • AVANÇA LOGO MT
    10 Mai 2019 às 12:53

    TEM MUITO PROFESSOR RUIM MESMO NESSAS UNIVERSIDADES SEM OFENSAS, MAS QUE TEM MUITOS QUE OU NÃO SABEM OU NÃO GOSTAM DE ENSINAR TEM SIM

  • Luiz
    10 Mai 2019 às 12:41

    Fui aluno de lá... soube que a dona já gritou em meio de apresentação de monografia, jogou cadeira em coordenador... difícil essa aí!

  • jose a silva
    10 Mai 2019 às 11:25

    É. A coisa tá feia. Com apoio da justiça fica pior ainda!

  • Ester Tigresa de VG
    10 Mai 2019 às 11:17

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • ... e eu sou o Homem de Ferro!
    10 Mai 2019 às 11:04

    A seguir, todo o escrito é verdade: Nem foi feita Justiça plena. Soube que a professora vai tomar remédios pela vida inteira! No processo constam provas de que foi chamada de burra, ogra, anti-pedagógica... Há no processo provas de dedo na cara, gritos em público, escândalos... Nos autos uma testemunha relatou que, quando era Coordenadora, recebia ordens para tratar outros professores na linha dura, com CHICOTE ou CHIBATA... Meu Deus, que absurdo! No processo ainda consta que um dos donos diziam que os professores não sabem de nada... são MOBRAL"... Total inversão de valores! Seja quem for a diretora, precisa se atualizar, a gestão de RH não é mais a de 1920... é preciso valorizar seus colaboradores!

  • Giovanni Rossi
    10 Mai 2019 às 11:00

    Cabe recurso pois se trata de mero aborrecimento.

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