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Sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

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MP apura se alvo da 'Operação Sangria' também teria atuado em esquema na saúde em Rondonópolis

Da Redação - Vinicius Mendes

08 Jan 2019 - 15:11

Foto: Reprodução

MP apura se alvo da 'Operação Sangria' também teria atuado em esquema na saúde em Rondonópolis
O promotor Wagner Antonio Camilo, 2ª Promotoria de Justiça Cível de Rondonópolis, instaurou inquérito civil para apurar se a empresa Qualycare (Serviços de Saúde e Atendimento Domiciliar LTDA), investigada por esquemas na Secretaria de Estado de Saúde e Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá, também teria atuado em algum esquema na saúde em Rondonópolis. A empresa firmou contrato com a Prefeitura do município em 2016.
 
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O promotor do Ministério Público levou em consideração as informações divulgadas na imprensa, sobre a ‘Operação Sangria II’, que investigou irregularidades em licitações e contratos firmados entre empresas privadas de Saúde e o Estado e o Município de Cuiabá, praticadas há pelo menos 14 anos. Uma das empresas envolvidas no esquema é a Qualycare.
 
“Considerando ainda que chegou ao meu conhecimento que a mesma empresa foi contratada pela Prefeitura Municipal de Rondonópolis no ano de 2016 através do Contrato nº264/2016, para prestação de serviços de transporte de UTI terrestre para atender os pacientes usuários do SUS durante transferências hospitalares entre hospitais de referência no Estado de Mato Grosso; sendo destarte necessário apurar se tais fatos importaram em dano ao erário e/ou violação aos princípios regentes da Administração Pública”, disse o promotor.
 
Em uma portaria publicada nesta segunda-feira (7) ele então decidiu instaurar inquérito civil para investigar melhor os fatos, que poderão levar à propositura de uma Ação Civil Pública ou de responsabilidade por Improbidade Administrativa, podendo também levar ao arquivamento, de acordo com o que for apurado.
 
Além disso o promotor determinou que seja encaminhado ofício à Controladoria Geral do Estado (CGE) para que, no prazo de 10 dias, receba uma cópia integral do Relatório de Auditoria efetuado pela CGE no âmbito da “Operação Sangria II”, onde consta o superfaturamento nos preços cobrados pela Qualycare nos serviços prestados ao Governo do Estado de Mato Grosso, “a fim de que referido relatório possa servir de parâmetro nas investigações desta Promotoria de Justiça no Contrato nº264/2016 celebrado pela mesma empresa com a Prefeitura Municipal de Rondonópolis”.
 
Ele também determinou que a Prefeitura de Rondonópolis seja oficiada para que encaminhe uma cópia integral do contrato e eventuais termos aditivos celebrados com a Qualycare, bem como o processo licitatório.
 
Operação Sangria II
 
A operação, oriunda de investigação da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz), é desdobramento do cumprimento de onze mandados de busca e apreensão, expedidos pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá, ocorridos no dia 4 de dezembro, para apurar irregularidades em licitações e contratos firmados entre as empresas Proclin (Sociedade Mato-Grossense de Assistência Médica em Medicina Interna), Qualycare (Serviços de Saúde e Atendimento Domiciliar LTDA) e a Prox Participações, com o município de Cuiabá e o Estado.
 
Foram alvos de mandado de prisão: o ex-secretário municipal de Saúde, Huark Douglas Correia; Fábio Liberali Weissheimer (médico); Adriano Luiz Sousa (empresário); Kedna Iracema Fonteneli Servo; Luciano Correa Ribeiro (médico); Flávio Alexandre Taques da Silva, Fábio Alex Taques Figueiredo e Celita Natalina Liberali.
 
O nome da operação “Sangria” é alusivo a uma modalidade de tratamento médico que estabelece a retirada de sangue do paciente como tratamento de doenças, que pode ser de diversas maneiras, incluindo o corte de extremidades, o uso de sanguessugas ou a flebotomia.

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