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Sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

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STJ nega habeas corpus a ex-secretário adjunto preso por esquema na Saúde

Da Redação - Vinicius Mendes

04 Jan 2019 - 15:20

Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

STJ nega habeas corpus a ex-secretário adjunto preso por esquema na Saúde
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou pedido de habeas corpus ao ex-secretário adjunto do município, Flávio Alexandre Taques da Silva, preso no último dia 2 de janeiro por fatos investigados na ‘Operação Sangria II’, sobre irregularidades em licitações e contratos firmados com as empresas privadas de Saúde e o Estado e o Município de Cuiabá, praticadas há pelo menos 14 anos.
 
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Flávio foi o único alvo da “Operação Sangria II” que não foi detido no dia 18 de dezembro, quando foi deflagrada. Ele se entregou na última quarta-feira (2) e agora é o único a permanecer preso. A Justiça entendeu que os outros envolvidos contribuíram com as investigações e permitiu que respondessem em liberdade.
 
O mandado contra Flávio estava em aberto e sua defesa havia entrado com pedido de revogação da prisão. No dia 3 de janeiro o STJ negou o pedido. A relatora deste processo é a ministra Laurita Vaz, da Sexta Turma do STJ.
 
Operação Sangria II

 
A operação, oriunda de investigação da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz), é desdobramento do cumprimento de onze mandados de busca e apreensão, expedidos pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá, ocorridos no dia 4 de dezembro, para apurar irregularidades em licitações e contratos firmados com as empresas Proclin (Sociedade Mato-Grossense de Assistência Médica em Medicina Interna), Qualycare (Serviços de Saúde e Atendimento Domiciliar LTDA) e a Prox Participações, firmados com o município de Cuiabá e o Estado.
 
Foram alvos de mandado de prisão: o ex-secretário municipal de Saúde, Huark Douglas Correia; Fábio Liberali Weissheimer (médico); Adriano Luiz Sousa (empresário); Kedna Iracema Fonteneli Servo; Luciano Correa Ribeiro (médico); Flávio Alexandre Taques da Silva, Fábio Alex Taques Figueiredo e Celita Natalina Liberali.
 
O nome da operação “Sangria” é alusivo a uma modalidade de tratamento médico que estabelece a retirada de sangue do paciente como tratamento de doenças, que pode ser de diversas maneiras, incluindo o corte de extremidades, o uso de sanguessugas ou a flebotomia.

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